terça-feira, 11 de novembro de 2014

Resenha: A Culpa é das Estrelas - Jhon Green - Editora Intrínseca





A Culpa é das Estrelas 
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Categoria: Não ficção
ISBN: 978-85-8057-226-1
288 Páginas
1º Edição – 2012


Sinopse


Com humor, doçura e melancolia, John Green narra o romance de dois adolescentes que se conheceram em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer.

Hazel é uma paciente terminal cuja vida vem sendo prolongada por uma nova droga.

Augustus foi jogador de basquete até perder uma perna para o osteossarcoma.

Como Hazel, Gus gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - sua principal arma para encarar a doença que abrevia seus dias.




Minhas impressões


O livro dispensa apresentação. Ademais, falar qualquer coisa sobre ele, na minha humilde opinião será redundância e repetição de tudo o que já foi dito, escrito e visto.

Se eu chorei? Muito é pouco, neste caso – acho que vocês já sabem que sou chorona hahahaha

Primeiro, eu fiquei na dúvida se escreveria algo ou não a respeito do livro, mas então resolvi falar brevemente as “minhas impressões” depois que uma amiga, que a mãe faleceu de câncer, me perguntou: por que ler um livro ou assistir um filme que todo mundo tem câncer, é só sofrimento e ainda temos ideia do que vai acontecer? – e eu não soube o que responder.




Então, fiz uma reflexão sobre a minha leitura e sobre o filme (que, por sinal, assisti duas vezes), e valeu a pena. Eu sofri, chorei, mas ri, fiquei feliz, aprendi. E então a resposta que me faltou, apareceu.

Por que ler um livro assim? Para crescer como pessoa; para olhar o outro como pessoa (no sentido mais puro da palavra); para não menosprezar a dor e os medos alheios, nem valorizar demais os meus; para ver que a doença tem várias faces e pode ser encarada de várias formas; para, simplesmente, valorizar mais a vida que eu tenho e as pessoas que me fazem bem.





O livro é bem escrito, envolvente, simples e realista. Amei como Gus, Hazel e Isaac lidam com as doenças que têm com simplicidade, naturalidade, mesmo sofrendo – eles sabem qual o futuro deles, mas vivem o presente.




Ahhhh... O amor!!! Lindo sempre, lindo de qualquer jeito, lindo, principalmente, quando ocorre de forma tão genuína e sincera – quando o “dar” não está intrinsecamente ligado ao “receber”.




Impossível não citar o filme, homônimo do livro, e baseado neste. Tenho que dizer, discordando de algumas pessoas que acharam que ele não fez justiça ao livro, acho que conseguiram abordar 85% do livro no filme – o que é bastante coisa.

Amei as músicas selecionadas para o filme – e, nas minhas buscas no Google, encontrei a trilha sonora no site Vagalume - A Culpa é das Estrelas

Assim como no livro, eu chorei também no filme – esperava chorar muito muito mais, sabe como é, as imagens e o fundo musical colaboram bastante para que lágrimas rolem; mas grande parte do meu choro se deu por antecipação – como o filme foi bastante fiel ao livro, quando passava alguma cena que eu sabia a influência que tinha no futuro, eu já começava a chorar.

Só pra constar, eu li o livro depois que algumas fotos das gravações do filme, e até imagens, foram divulgadas, então eu não conseguia pensar em ninguém mais para interpretar Hazel e Gus, que não fossem Shailene Woodley e Ansel Elgort. Entretanto, tenho que admitir que o ator que fez o escritor Peter Van Houten, que foi o Willem Dafoe, me decepcionou, nem nos meus piores momentos de imaginação, eu pensaria em alguém do estilo dele (nada contra – mas eu imaginei alguém gordinho).






A estória de “A Culpa é das Estrelas” foi inspirada na vida de Esther Earl, uma menina que foi diagnosticada com o mesmo tipo de câncer da Hazel, e era amiga do Jhon Green. Ela sempre manteve a coragem e o bom humor, e viveu o seu presente com um alto astral e uma força que poucas pessoas teriam em situação igual. Esther faleceu em 2010.

Os pais dela fundaram uma organização sem fins lucrativos, This Star Won’t Go Out , com o objetivo de ajudar famílias que têm filhos com câncer. Além disto, eles lançaram um livro, com o mesmo nome da organização, com cartas e diários da filha, e o prefácio foi escrito por John Green. O livro foi traduzido para o português como: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar - A Vida e as Palavras de Esther Grace Earl.






“A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar conta a história de Esther Grace Earl, diagnosticada com câncer da tireoide aos 12 anos. A obra é uma espécie de diário da jovem, com ilustrações, fotos de seu arquivo pessoal, textos publicados na internet, bate-papos com os inúmeros amigos que fez on-line e reproduções de cartas escritas em datas comemorativas como aniversários. A jovem perdeu a batalha contra a doença, mas deixou um legado de otimismo e celebração ao amor. Atualmente sua mãe, Lori Earl, preside a instituição sem fins lucrativos This Star Won´t Go Out (tswgo.org), que apoia pacientes e famílias que lutam contra o câncer.”




Enfim... O livro foi um aprendizado. E, indico para todo mundo. Toda lição de vida vale a pena ser lida.




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