Título: Melancia
Autor: Marian Keyes
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 489
Acabei de ler Melancia, de Marian Keyes, depois de quase um mês de leitura.
Tenho que confessar que não se tornou o meu livro preferido, nem a minha melhor leitura.
"Foi demais da conta para Claire o dia do nascimento da sua filha. Ao acordar no quarto do hospital depara com o marido olhando-a na cama. Deduzindo tratar-se de algum tipo de sinal de respeito, ela nem suspeita de que ele soltará a notícia da sua iminente separação: “Ouça, Claire, lamento muito, mas encontrei outra pessoa e vou ficar com ela. Desculpe quanto ao bebê e todo o resto, deixar você desse jeito...” Em seguida, dá meia-volta e deixa rapidamente o quarto. De fato, ele sai quase correndo. Com 29 anos, uma filha recém-nascida nos braços e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais da gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Não tendo nada melhor em vista, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; uma mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e um pai à beira de um ataque de nervos. Depois de muitos dias em depressão, bebedeira e choro, Claire decide avaliar os prós e contras de um casamento de três anos. E começa a se sentir melhor. Aliás, bem melhor. É justamente nesse momento que James, seu ex-marido, reaparece, para convence-la a assumir a culpa por te-lo jogado nos braços de outra mulher. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa..."
Mas, não posso ser totalmente injusta com o livro...nos últimos capítulos comecei a ter um certo apreço por ele, mas nada além disso - um interesse que se confundiu entre a vontade de acabar o livro e a curiosidade de saber como acabava a história.
O livro mostra a evolução sentimental de Claire, que recentemente se tornou mãe de primeira viagem e no mesmo dia foi abandonada pelo marido (ok! impossível no começo do livro ela não ser um pouco dramática).
Claire nem é tão chata quanto o livro fez parecer, principalmente no início - foi uma suplicio não desistir da leitura logo de cara, ela é mega prolixa o que facilita a perder o foco da leitura.
Uma coisa que fiquei intrigada foi o título do livro, juro que apesar de ela ser descrita como uma melancia umas duas vezes, ela é magra, linda....não conseguir entender até agora. (Poderia ser outro título) E o fato de que ela as vezes conversa com o leitor (huuumm), pra ser sincera, não sou muito fã desse tipo de leitura.
"No quarto de Helen, em sua cadeira, juntamente com um monte imenso de livros escolares inteiramente intocados e caríssimos, encontrei uma legging. Ficou muito bem. Fazia minhas pernas parecerem comprimas e esguias. Foi um verdadeiro milagre." - Pág. 116
"Pela primeira vez em meses, meu reflexo parecia normal. Não parecia uma melancia com pernas, porque não estava mais enorme de grávida nem gorda como uma idiota. E não parecia uma fugitiva de um asilo de loucos, com o cabelo sem pentear, uma camisola imensa e um aspecto perturbado." - Pág. 117
O livro me fez ter algumas reflexões (o que foi um ponto positivo), coisas como por exemplo, o mundo não gira ao meu redor, eu tenho que ser paciente, mas sem perder a minha essência; tudo acontece por algum motivo, mas se dermos uma ajudinha ao destino, facilita um pouco as coisas.
Como todo livro, esse vale a pena ser lido, mas não precisa furar fila pra lê-lo logo, ele pode esperar até aquele momento em que a leitura muito boa precisa ser diversificada.
Para não ser muito muito injusta com o livro (que por sinal é sucesso mundial), pesquisei algumas resenhas e acho super válido a leitura do Blog De Tudo Um Pouquinho, da fofíssima Layane Almeida.
Ahh...e não posso deixar de dizer que pelo menos erros de português e de concordância foram super escassos, o que é algo muito positivo para um livro.
Ahh...e não posso deixar de dizer que pelo menos erros de português e de concordância foram super escassos, o que é algo muito positivo para um livro.
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